Poema da gratidão [1]


– Senhor, nós desejamos agradecer, agradecer a tudo o que nos destes, tudo o que nos das: o ar, o pão, a paz.
Gostaríamos de agradecer-te a beleza que vislumbramos nos painéis da natureza;
agradecer-te a visão, a felicidade de poder enxergar.
Com os olhos vemos a terra, vemos o céu, detemo-nos no mar.
Graças à misericórdia da visão, Senhor,
podemos contemplar o vosso amor.
No entanto, diante de nossa claridade visual, há os que não tem amanhecer,
e se debatem nas trevas sem a hora matinal.
Deixa-nos, por eles, orar.
Nós sabemos que depois desta vida,
na outra vida, eles também poderão enxergar.
Muito obrigado, Senhor, pelos ouvidos meus,
ouvidos que me foram dados por Deus
e que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro;
a melodia do vento
nos ramos do salgueiro;
as lagrimas que choram nos olhos do mundo inteiro;
a voz melancólica do boiadeiro.
Ouvidos que escutam a melodia do povo,
que desce do morro a praça a cantar;
que, ouvidas, não se esquecem jamais.
Pela minha felicidade de ouvir,
deixa-me pelos surdos pedir.
Eu sei que depois desta vida,
na outra vida,
eles também poderão ouvir.
Muito obrigado pela minha voz.
E também pela voz que canta,
pela voz que ama,
que fala de ternura,
pela voz que liberta o homem da amargura.
Obrigado pela voz da comunicação,
pela voz que ensina,
que ilumina,
pela voz que nos dá consolação.
Mas, diante de tanta melodia,
recordo os que padecem de afasia,
os que não podem cantar à noite,
nem falar de dia.
Deixa-me, por eles, orar.
Um dia eles também vão falar.
Obrigado pelas minhas mãos,
mas também pelas mãos que amam,
pelas mãos que lavram,
que aram, que trabalham,
que semeiam.
Pelas mãos que colhem,
que recolhem.
Pelas mãos da caridade,
da solidariedade.
Pelas mãos do amor.
Pelas mãos que cuidam das feridas,
as misérias da vida.
Pelas mãos que lavram as leis,
que firmam decretos,
que escrevem poemas de amor,
que escrevem cartas,
livros, e pelas mãos da carícia.
Mas, sobretudo, pelas mãos que no seio
abrigam os filhos do corpo alheio.
E pelos pés que me levam a andar,
obrigada, Senhor, porque posso caminhar.
Diante do corpo perfeito
deixa-me louvar
porque tenho vida na terra,
olhando os que jazem no leito de dor,
os paralíticos,
os aleijados,
os amputados,
aleijados,
infelizes,
marcados, desgraçados,
deixa-me por eles orar.
Um dia bailarão,
na outra encarnação.
Obrigado, Senhor, pelo meu lar,
meu doce cantinho,
minha tapera,
minha favela,
meu ninho,
minha mansão,
meu bangalô,
meu palácio,
meu lar de amor, meu amor.
Quem pode viver sem o amor?
Seja o amor de uma mulher,
de um irmão,
de um amigo,
de um aperto de mão.
Ate de um cão.
Quem suporta a solidão?
Mas se eu não tiver ninguém,
nem um amigo para minha mão estreitar,
nem uma cama para me deitar,
nem lar, nem mesmo lar,
deixa-me dizer-te, Senhor
que tenho a ti,
que amo a vida,
que é nobre, colorida.
Deixa-me dizer que creio em ti,
dar graças porque nasci.
Obrigado, Senhor, pela crença.
Muito obrigado, Senhor.
Leitor(a)  amigo (a|),
Este é o famoso poema ditado pelo Espírito Amélia Rodrigues ao médium Divaldo Pereira Franco e publicado no livro “Sol de Esperança” pela Editora Leal Livraria Espírita em 2008.
Espero que tenha apreciado. Muita paz!

Marlene Oliveira

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Mente sã (pensamentos) em corpo são (saúde).

Leitor(a) Amigo(a),

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar vossa vã filosofia”. Esta frase atribuída a Shakespeare num momento da evolução humana em que nada ou pouco se sabia dos mistérios divinos faz-nos pensar: o que ou quem o inspirou com tanto acerto?

Em verdade, a humanidade da época de Shakespeare e a humanidade dos dias atuais difere na evolução tecnológica, mas ainda está longe de entender a evolução espiritual que se processa nos mundos.

Pelos textos antigos de diversas culturas, inclusive a Bíblia, percebemos quão atual são seus ensinamentos! Isto provavelmente significa que nós avançamos muito pouco em direção a Deus, ainda sem conseguir colocar em prática os ensinamentos de Jesus Cristo, especialmente o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Pouco se sabe sobre o poder da oração e a força dos pensamentos, apesar de tantos debates. Já se fala em doenças psicossomáticas indicando que os sentimentos, as emoções desequilibradas, as sensações, ou seja, coisas que existem apenas no campo mental/emocional/invisível transferem-se para o campo físico/material/visível/palpável.

Pode-se concluir que os sentimentos, as emoções equilibradas, as sensações e tudo o que ocorre no campo invisível dos nossos pensamentos e sentimentos como a alegria, os bons pensamentos e o amor são preciosos antídotos no combate às doenças e também para manter um corpo físico saudável! Por que não, se o contrário se dá?

Os pensamentos e sentimentos, o stress e o modo como nos conduzimos emocionalmente na vida, acredito farão parte dos diagnósticos na medicina do futuro.

O caminho já indicado há mais de dois mil anos para a conquista de uma mente equilibrada, à disposição de qualquer pessoa, independente de seu status social, é a moral cristã. Onde encontramos este precioso guia? Nos ensinamentos contidos no Evangelho de Jesus.

A mente equilibrada comandará o corpo em harmonia e, nesse intercâmbio, surgirá a saúde ideal.

Até breve!

Marlene Oliveira

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Evangelização e Unicidade

Leitor(a) Amigo(a),

Imagine como seria diferente o mundo se a humanidade, ao mesmo tempo em que vertiginosamente progride nas ciências, nas artes, no bem estar material, fizesse reinar entre si a caridade, a fraternidade, a solidariedade!

A humanidade, evangelizada, caminharia sem o vazio que há quando se desenvolve somente a inteligência. Este vazio seria preenchido com sentimentos elevados que destroem o egoísmo e o orgulho.

Haveria no íntimo de cada ser humano a Fé, que podemos definir como crer em Deus e na Sua justiça, na Sua bondade e sabedoria divina, sabendo que nada acontece sem a Sua permissão e submeter-se, em todas as coisas, à Sua vontade, priorizando os bens espirituais.

Disse Jesus sobre a oração: “Peçam e lhes será dado; busquem e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.”. (Mateus, 7:7 e Lucas, 11:9). E sobre a humildade: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos.”. (Marcos, 35).

O Hinduísmo não figura como uma religião cristã é, antes, a mais antiga tradição religiosa. No entanto, surpreendeu-me o conhecimento que têm os hindus acerca de Jesus Cristo e seu Evangelho, cujos textos estudam nos seus Ashrams, onde seus gurus lhes passam conhecimentos diversos. Descobri lendo o livro Autobiografia de Um Iogue, de Paramahansa Yogananda.
Encontrei muita sabedoria e santidade em Paramahansa Yogananda e, por isso, busquei outros títulos de sua autoria.

No seu livro Como Ser Feliz O Tempo Todo o último capítulo chama-se Encontrar Deus é a maior felicidade, do qual transcrevo apenas o primeiro parágrafo:

“O propósito da vida humana é encontrar Deus. Essa é a única razão de nossa existência. Emprego, amigos, interesses materiais – tais coisas não importam por si mesmas. Nunca poderão lhe dar a verdadeira felicidade pela simples razão de que nenhuma é completa. Só Deus abrange tudo. Por isso, disse Jesus: “Busca, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.”. (Mateus, 6:33). Busque primeiro o Doador de todos os dons e receberá Dele até os bens menores.”.

Esta lição você esperaria de um hindu?

Paix et Lumière…

Marlene Oliveira

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