História do Frei Bonaventura: uma lição de caridade.

Foto/wallpaper: Cardiff Castle, Wales, United Kingdom

Em uma pequena comunidade medieval na Europa, vivia um monge que possuía um coração generoso. Ele auxiliava a todas as pessoas de seu povoado. Nas primeira horas do dia, o Frei Bonaventura já se encontrava às portas de seu mosteiro para auxiliar, dentro de suas possibilidades, as pessoas carentes do corpo e do espírito.

O caridoso Frei atendia desde problemas materias, como a necessidade de alimento e vestuário, até complexos problemas existenciais. Ele era um grande psicólogo dos dilemas humanos. Muitos casamentos e relações familiares foram salvas pelas palavras meigas e sábias do generoso servo de Cristo.

O seu trabalho era dedicar-se ao próximo sem distinguir o rico do pobre, o suserano do vassalo ou a classe real da plebe. Bonaventura compreendia que a verdadeira caridade não espera nada em troca e não escolhe os beneficiados. Ela simplesmente age por agir!

As pessoas do seu povoado diziam ser Bonaventura um anjo ou um santo de Deus em missão na Terra, porque ele nada fazia para si, somente para os outros. E quando lhe perguntavam o que ele gostaria de receber em contrapartida por toda a sua generosidade, ele respondia que já possuía tudo o que desejava através das bênçãos de Jesus.

Mas, na verdade, o amigo dos necessitados tinha um desejo que guardava oculto em seu coração. Ele desejava que Jesus lhe aparecesse em espírito para que ambos pudessem conversar. Bonaventura sonhava com a oportunidade de esclarecer, junto ao Mestre, as suas dúvidas sobre os ensinamentos do Evangelho e poder confraternizar com aquele que era o seu exemplo de vida e meta a atingir em sua dedicada existência.

Os anos se passavam e o bom frade trabalhava incessantemente, acalentando em seu coração a realização de seu sonho, sempre colocando em primeiro lugar, o amor e o espírito de caridade aos seus semelhantes.

Até que, certo dia, após acordar e preparar-se para atender aos necessitados, ele dirigiu-se ao quarto para pegar seus óculos e teve uma adorável surpresa: Lá, encontrou o governador espiritual da Terra, Jesus.
Em profunda emoção, o Frei Bonaventura disse:
– Mestre, tu atendeste ao meu pedido!
Os olhos do abnegado monge estavam marejados de lágrimas, fruto da forte emoção, quando ele ouviu algumas batidas agitadas em sua porta.

O monge ficou confuso sem saber o que fazer, enquanto Jesus o fitava com um olhar misterioso. Passados alguns poucos segundos, o monge colocou as mãos no rosto e disse:
– Mestre, me desculpa, mas não posso deixar de atender minha gente!

Bonaventura girou sobre os calcanhares e correu até a porta sem olhar para atrás. E naquele dia, estendeu-se em sua porta uma longa fila de necessitados que reclamavam o seu auxílio para assuntos urgentes que somente o bom padre poderia solucionar.

As pessoas estranhavam o abatimento de Bonaventura e lhe perguntavam sobre o que havia ocorrido. Ele apenas respondia que tudo estava bem e que estava apenas com um pequeno resfriado.

O dia passou rápido. E quando a última pessoa foi atendida, a noite já ia alta. Cansado e triste, ele retornou ao quarto para repousar. Ao trespassar a soleira da porta, ele teve uma divina surpresa. Jesus estava lá, em seu quarto, sentado aos pés da cama. O Frei, irradiante de alegria, perguntou ao sublime rabi da Galiléia:
– Mestre, o Senhor me esperou?
E Jesus, com seus vivos olhos cor de amêndoa, respondeu irradiando sabedoria e amor:- Se tu tivesses ficado, eu teria ido embora!

***

Bibliografia:Paranhos, Roger Bottini. Sob o Signo de Aquário. 4ª ed., Limeira, SP: Editora do Conhecimento, 2006, p. 89-90.

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Bem estar físico, mental e emocional

 

Leitor(a) amigo(a),

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que possa imaginar vossa vã filosofia”. Esta frase atribuída a Shakespeare num momento da evolução humana em que nada ou pouco se sabia dos mistérios divinos faz-nos pensar: o que ou quem o inspirou com tanto acerto?

Em verdade, a humanidade da época de Shakespeare e a humanidade dos dias atuais difere na evolução tecnológica, mas ainda está longe de entender a evolução espiritual que se processa nos mundos.

Pelos textos antigos de diversas culturas, inclusive a Bíblia, percebemos quão atual são seus ensinamentos! Isto provavelmente significa que nós avançamos muito pouco em direção a Deus, ainda sem conseguir colocar em prática os ensinamentos de Jesus Cristo, especialmente o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Pouco se sabe sobre o poder da oração e a força dos pensamentos, apesar de tantos debates. Já se fala em doenças psicossomáticas indicando que os sentimentos, as emoções desequilibradas, as sensações, ou seja, coisas que existem apenas no campo mental/emocional/invisível transferem-se para o campo físico/material/visível/palpável.

Pode-se concluir que os sentimentos, as emoções equilibradas, as sensações e tudo o que ocorre no campo invisível dos nossos pensamentos e sentimentos como a alegria, os bons pensamentos e o amor são preciosos antídotos no combate às doenças psicossomáticas e também para manter um corpo físico saudável! Por que não, se o contrário se dá? A ciência médica e a psicologia já assim admite.

Tristemente constatamos que até essa questão mínima aqui tratada é vista por muitos com total descrença. E assim a humanidade caminha “com passos de formiga e sem vontade”, como diz a letra de uma música de Lulu Santos.

Vivemos num mundo caótico e necessitamos buscar Deus para equilibrar nossas almas. Jesus quando se dirigiu ao Getsêmani, levou com ele os apóstolos e pediu a eles que o esperassem enquanto ele orava. Quando volta, acha os discípulos dormindo. Então ele diz a Pedro: Mt 26:41 – “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade está pronto,mas a carne é fraca”.

Eis a lição inesquecivel: “orar sempre e constantemente!”

Com a oração, a fé em Deus e em si mesmo, nossos pensamentos serão melhores e a vida muda para melhor.

Obrigada pela visita, muita paz!

Marlene Oliveira

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