O Pequeno Aprendiz

Wallpaper: Nestucca River, Oregon.

ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?

Havia em certo povoado, um jovem muito triste por ter sido abandonado pela mulher amada. Um velho mestre pediu a este jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim, muito salgado! – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água!.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! disse o rapaz. “É água doce!”.
– Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
– Não! disse o jovem.

O mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:

– A dor durante a vida de uma pessoa é inevitável, mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo de bom que está a sua volta.

E dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um lago.

“Entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas crer que Ele está no comando e tem um plano pra nossa vida faz a caminhada valer a pena”.

*****

Amigos, recebi por e-mail da amiga Lenir, a quem aproveito para agradecer! Espero que gostem!
That’s all!

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Jesus, o Bom Pastor

Leitor(a) Amigo(a),

 

 O Salmo 23 deve ser o mais conhecido, a julgar pelas músicas,
pelos livros e poemas que inspirou, pelos quadros que você certamente já
viu na sua casa, na casa de alguém ou expostos à
venda.

 

 Trouxe para você um trecho, muito significativo, extraído do livrinho “Seguro Nos Braços do Pastor,” escrito por Max Lucado, que mostra de uma maneira irretocável, a profundidade evangélica e teológica do Salmo 23,  transcrito a seguir:

 

 “Guia-me
mansamente a águas tranquilas”, declara Davi. E, caso percamos o ponto,
ele repete a frase no próximo versículo: “… guia-me pelas veredas da
justiça.”


“Guia-me.” Deus não está atrás de mim gritando “Vá!”
Ele está à minha frente convidando “Venha!” Deus está à frente,
aplainando a trilha, cortando os galhos, mostrando o caminho. Antes da
curva, Ele indica: “Vire aqui”. Ao chegar à colina, Ele aponta: “Suba
aqui”. Estando perto de rochas, ele adverte: “Cuidado para pisar aqui”. Ele
nos guia e nos diz o que precisamos saber, quando precisamos sabê-lo.
Deus nos guia. Deus fará a coisa certa no tempo certo. 

 

E
que diferença faz acreditar, como o salmista, que o amor de Deus supre
as nossas necessidades! E nos faz novas pessoas, limpa nossas emoções
das negatividades que infelizmente cultivamos, aplaca a aflição, a
ansiedade e a inquietação, proporcionando paz. Nada há de nos faltar!

 

 Deus está guiando você. Deixe para amanhã os
problemas de amanhã. […] Não precisamos saber o que acontecerá amanhã.
Precisamos apenas saber que Ele nos guia, e que “acharemos graça, a fim
de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4.16). 

 

Abaixo, transcrevo o Salmo 23, copiado do livro A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea:

 

  Um Salmo de Davi
23
 ¹-³ Ó Eterno, meu pastor!
 Não preciso
de nada.
Tu me acomodaste em exuberantes campinas;
encontraste  lagos tranquilos, e deles posso
beber.
Orientado por tua palavra,
pude recuperar o alento
e seguir na direção certa.
4  Mesmo que a estrada atravesse
o vale da
Morte,
Não vou
sentir medo de nada,
porque
caminhas ao meu lado.
Teu
cajado fiel 
me
transmite segurança.
5  Tu me serves um jantar completo
na cara
dos meus inimigos,
Tu me
renovas, e meu desânimo desaparece;
minha
taça transborda de bênçãos.
6  Tua bondade e teu amor correm
atrás de mim
todos os
dias da minha vida.
Assim,
vou me sentir em casa no templo de Deus
por todo
o tempo em que eu viver.
Fonte: 
PETERSON, Eugene H.
A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea – São
Paulo: Editora Vida,2011.
Graça e paz!
Marlene Oliveira

***

 

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Evangelho de Jesus – Sempre Atual

Fotografia: acervo pessoal.

“O Céu e a Terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.” (Mateus, 24:35.)

“As palavras de Jesus não passarão, porque serão verdadeiras em todos os tempos. Será eterno o seu código de moral, porque consagra as condições do bem que conduz o homem ao seu destino eterno. (…) Sendo uma só, e única, a verdade não pode achar-se contida em afirmações contrárias e Jesus não pretendeu imprimir duplo sentido às suas palavras. Se, pois, as diferentes seitas se contradizem; se umas consideram verdadeiro o que outras condenam como heresias, impossível é que todas estejam com a verdade. Se todas houvessem apreendido o sentido verdadeiro do ensino evangélico, todas se teriam encontrado no mesmo terreno e não existiriam seitas.

O que não passará é o verdadeiro sentido das palavras de Jesus; o que passará é o que os homens construíram sobre o sentido falso que deram a essas mesmas palavras. Tendo por missão transmitir aos homens o pensamento de Deus, somente a sua doutrina, em toda a pureza, pode exprimir esse pensamento. Por isso foi que ele disse: ‘Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.’(Mateus 15:13)”

(Extraído do livro A Gênese, Allan Kardec).

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Morrer, nascer, viver

As religiões cristãs, de uma maneira geral, admitem que a felicidade ou a infelicidade da alma após a morte está relacionada à escolha, em vida, da prática do bem ou do mal.

Então é pacífica a questão da imortalidade da alma!

Ensinaram-nos que no Dia do Juízo Deus ressuscitará os mortos com seus corpos físicos que se levantarão de seus túmulos, sendo certo que os bons irão para o céu e os maus para o temível inferno.

A opinião dos teólogos sobre o inferno nos remete a um lugar físico, geográfico e material, uma vez que tem que ser povoado por criaturas terrestres dotadas de pés, mãos, boca, língua, dentes, ouvidos, olhos semelhantes aos nossos, sangue nas veias e nervos sensíveis. Este lugar seria um mundo sem sol, sem estrelas, sem lua, triste, inóspito, localizado nas entranhas do nosso planeta.
Santo Agostinho descreve que num verdadeiro lago de enxofre os maus arderão em fogo eterno sendo sempre vítimas vivas e sacrificadas por picadas de serpentes, o próprio fogo que não queima penetrando-lhes a pele, saturando todos os seus membros, na medula dos ossos, na pupila dos olhos, nas mais recônditas e sensíveis fibras do seu ser e que se, pudessem esses infelizes submergir à cratera de um vulcão este lhes seria um lugar de refrigério e repouso. Outros suplícios corporais descreve, todos executados por demônios. Por toda a eternidade.

Tais idéias imagino que eram bem aceitas pelos homens simples medievais, porque acreditavam no que os religiosos lhes ensinavam. Afinal, somente os religiosos e os nobres sabiam ler e escrever. É como nos dias atuais as pessoas simples, analfabetas, interioranas, carentes de recursos, sentem-se diante de um doutor: tímidas, mal entendendo o que se lhes fala, quanto mais discordar de alguma coisa!

O mundo mudou, progrediu. As religiões não. As idéias teológicas continuam as mesmas da idade média.

Hoje podemos questionar todas essas teses. O que você escolhe?

1. A alma ficar dormindo após a morte esperando o Dia do Juízo para lhe ser ressuscitado o corpo no estado em que se encontra ou a ressurreição significar que no momento da morte a alma se liberta, e é isso que significa a ressurreição, porque “é morrendo que se vive para a vida eterna”?

Na segunda hipótese, a partir da morte do corpo a alma inicia uma vida nova com um corpo astral cópia do nosso corpo físico só que sem doenças, talvez rejuvenescido, com a mesma personalidade, os mesmos sentimentos, pronto para viajar para outras moradas inalcançáveis para nosso corpo físico, que é perecível, denso e pesado demais para transitar por lá.

2. A aceitação da existência do inferno, dos demônios e das penas eternas ou a misericórdia de Deus atuando com novas chances para que os maus melhorem, progridam moralmente, tornem-se bons?
Porque a idéia de um Deus soberanamente bom e misericordioso não combina com a condenação de seus filhos por todo o sempre. Consideremos que após um período de torturas até o pior dos homens haverá de chorar, lamentar os erros praticados, arrepender-se, clamar a Deus que, ouvindo o choro e o ranger de dentes certamente não ficará indiferente, porque é Pai, é Amor.

Há na Bíblia uma explícita negação à eternidade das penas, em Ezequiel – Capítulo 18, do qual destaco o versículo 23: “Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?””

Percebemos facilmente que nem as crianças aceitam certas idéias bíblicas enquanto muitos adultos afirmam que é a palavra de Deus. Ok, mas foi escrita pelos homens, seres falíveis capazes de mudar o sentido do texto para atender seus anseios e ambições. Uma tradução aqui, uma palavra modificada ali, atos perfeitamente possíveis de terem ocorrido no decorrer dos séculos. Outra coisa que me parece simples é o sentido simbólico de certas passagens do velho testamento, como por exemplo a história de Adão e Eva que tiveram apenas dois filhos, Caim matou Abel, fugiu, casou-se em terras estrangeiras (mas não eram só eles no mundo?).

Por hoje é só, pessoal. O assunto é por demais extenso!
Luz dos anjos em todos os corações!

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